Das saudades

Somos um povo que sofre de saudades. Temos saudades do passado, de quem fomos e de quem foi connosco; de quem está longe, de quem está perto mas não há maneira de nos encontrarmos, e sobretudo de quem já não está entre nós. E sentimos muito, um sentimento profundo, difícil. Temos uma veia dramática que nos é quase inata e que é muito difícil à natureza pragmática do pai holandês entender.
É por isso que alternamos a imensa alegria do reencontro com a insuportável tristeza da partida.
Eu explico…
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este fim de semana reunimos os irmãos e os
primos em casa da minha mãe. O coração alegra-se (tanto!) por estarmos juntos mas sofre com saudades do meu pai, a ausência dele sublinhada por estarmos juntos na sua casa.
E enquanto estamos juntos já sofremos porque daqui a pouco tempo eles partem novamente, e vos estar muitos meses sem nos vermos. Custa mais quando vejo as minhas filhas a sentir assim. A Leonor sofre muito: começa a contar quantas vezes vai ver a prima antes de se despedirem e começa a sofrer por antecipação. A Amelie também tem saudades, despede-se com um abraço sentido, dizendo que vai ter muitas saudades nossas. Mesmo que seja só enquanto vai com a avó ao supermercado 🙂
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